Resenha do livro “Até o fim da queda” de Ivan Mizanzuk (Editora Draco)

Em 30.06.2017   Arquivado em Destaque, Resenha
 Até o fim da queda
Até o fim da queda
Autor (a): Ivan Mizanzuk
Editora: Draco
Páginas: 244
Ano: 2014
Amazon | Submarino
Hoje trago para vocês a resenha de  “Até o fim da queda“,  livro publicado no ano de 2014 pelo autor brasileiro Ivan Mizanzuk. Este livro foi concedido em versão digital pela Editora Draco por meio da parceria do blog com a mesma (Para saber como funciona esta parceria leia este post).
 Dentro do universo ficcional do personagem Daniel Farias, é publicado um livro baseada num fato ocorrido no passado. Este é o ponto central da obra “Até o fim da queda” escrito por Ivan Mizan.

O misterioso suicídio coletivo de 7 jovens que ocorreu no ano de 1993 é o fato que ocorre no passado do universo ficcional.

Daniel Farias pesquisa sobre uma ordem secreta que opera pelo nome de “Dragão Vermelho, cujas origens remontariam a um exorcismo ocorrido no século XVI, na Espanha. Sua pesquisa tem como intuito mostrar que esta ordem estaria conectada ao suicídio coletivo de 1993.

O lançamento do seu livro ficcional que remonta à este fato, é um sucesso, mas há rumores de que muitas pessoas estariam se matando ao ler seu novo Best-Seller.

Em “Até o fim da queda”, acompanhamos as entrevistas feitas com Daniel Farias, após o lançamento do seu livro e as indagações feitas a ele sobre as possíveis mortes associadas a sua obra. Para além disso, mergulharmos nas próprias pesquisas que ele fez no seu processo de escrita.

Este livro é bem diferente do que eu estava esperando quando li a sinopse. Pensei que leria o livro que Daniel Farias, escreveu no mundo ficcional ou algo do gênero. Mas não esperava que fosse sobre o processo de escrita e as pesquisas do personagem para publicação da sua obra, ou sobre as suas entrevistas, acontecimentos e reações das pessoas sobre seu livro.

“Até o fim da queda” não possui uma narrativa com a qual a maioria das pessoas está acostumada. A linha narrativa é bastante fragmentada, como se fosse a junção de vários retalhos. Um bom exemplo disso, é uma entrevista que o personagem Daniel Farias concede para uma jornalista na televisão.  O restante transita por entre transcrições de notícias de jornais, áudios, cartas e imagens.

Por mais que seja diferente, não significa que seja negativa. O autor Mizanzuk consegue escrever de maneira fluente, tornando a leitura fácil e interessante.

Outro ponto diferente e interessante de citar, é a forma que o escritor utiliza para tornar a história mais real e ativar ainda mais a nossa imaginação. São usadas fotografias reais de pessoas para dar nome aos personagens, além de gravuras referentes às pesquisas apresentadas no livro do personagem Daniel Farias.

Quando lemos o livro e vemos as entrevistas e conversas de Daniel Farias, não temos muita certeza sobre seu caráter. Não sabemos se ele se importa realmente com as pessoas que se suicidaram e se acredita que o tenham feito por conta de sua obra, ou se ele está satisfeito com o sucesso do seu livro, independente dele ter se tornado um Best Seller em consequência da repercussão negativa que se espalhou sobre ele.

“Até o fim da queda” é classificado como “terror”, mas para mim, me parece como um livro de suspense com um quê investigativo. Certamente há “itens” que se encaixam na temática terror, mas ainda assim acredito que este termo não é o melhor ou o mais apropriado. Talvez por ser classificado assim e pela sinopse oficial apresentada, acabamos esperando algo do livro diferente da proposta original, o que pode incomodar ao longo da leitura. Mas se você tiver consciência da proposta real do livro, acredito que a leitura vai ser ainda melhor e mais completa.

Eu fico no aguardo de que o autor escreva um livro que seja “O” livro que o personagem Daniel Farias publicou na história e que levantou tantas polêmicas. Acho que seria muito interessante saber como a história foi contada e ser capaz de entender porque afetou tantos jovens. Eu ficaria interessada em comprar.

 

Aliados – Resenha

Em 16.03.2017   Arquivado em Cinema, Destaque, Dicas, Resenha
Aliados - Resenha

Imagem de divulgação – Aliados

Segunda Guerra Mundial. Espionagem. Amor. Traição. O filme “Aliados” tem tudo disso.

Eu amo filmes que se passam na Segunda Guerra Mundial. Então assim que eu vi o trailer de “Aliados” eu me interessei de cara.

Fiquei entusiasmada, mas vi críticas dizendo que seria um novo “Sr. e Sra. Smith”.  Eu não tenho nada contra esse filme estrelado pelo Brad Pitt e a Angelina Jolie (2005), mas aparentemente muita gente tem haha
Mas apesar de não ser contra, eu não estava esperando por um filme de ação do tipo Sr. e Sra. Smith, porque o próprio trailer  me mostrou uma pegada diferente, estava esperando um suspense.  No fim eu estava certa. “Aliados” não tem nada a ver com que as críticas que eu vi.

Em meio a um cenário de Guerra, os personagens, Max Vatan (Brad Pitt) e Marianne Beausejour (Marion Cotillard), ambos espiões desconhecidos até então um do outro, se encontram numa missão onde devem matar o embaixador nazista no Marrocos.

Durante esta missão ambos se apaixonam e acabam se casando depois na Inglaterra. O ponto de suspense e questão principal,  é quando mais tarde os chefes de Max lhe confrontam a respeito de sua mulher, alegando que na verdade ela é uma espiã alemã.

O filme se desenrola mais a partir daí, nos deixando na dúvida se Marianne Beausejour é realmente uma espiã alemã ou se esse argumento nada mais é que um teste de carreira para o Max.

Opinião – Aliados

Aliados - Resenha

Imagem de divulgação – Aliados

Na minha opinião o filme demora para chegar na questão principal da trama, o que consome praticamente metade do filme. O interesse do espectador é despertado novamente quando Max começa a desconfiar da esposa e ao mesmo tempo tenta provar que ela é inocente.

 Acredito também que ambos os atores poderiam ter sido melhor explorados pelo diretor. Seja explorando a característica pessoal de cada um, bem como o relacionamento deles como casal. A relação dos dois é “atropelada” por um pulo no tempo, de 3 anos, não mostrando o desenvolvimento de amor do casal.  Mas ainda assim a atriz Marion Cottilard dá um show de atuação, sempre gostei do trabalho dela. E aqui ela nos põe realmente em dúvida sobre que lado está, mas nós apenas saberemos no fim do filme. Sem spoilers aqui gente.

O desfecho da trama é muito bom e colabora para a qualidade do filme em si. O longa é ótimo, é interessante de se ver, te prende do início ao fim, apesar de ainda assim não ser uma produção do tipo memorável.

Caixa de Pássaros – Josh Malerman

Em 21.02.2017   Arquivado em Destaque, Resenha
caixa de pássaros

Imagem de divulgação

O que você faria se visse algo tão diferente de qualquer coisa que você já viu na vida? Algo como a explicação da vida, do universo, do infinito…? Se alguma coisa que, hoje, você julga impossível, de repente aparecesse na sua frente, o que você faria ou como agiria? Enlouqueceria? Desmaiaria? Compreenderia?

O livro “Caixa de Pássaros” fala mais ou menos sobre isso. Pessoas começam a machucar a si mesmas e suicidar-se após verem algo. Esta é a premissa do livro.

A história vai se desenvolvendo principalmente pelo olhar da personagem Malorie. A narrativa acontece em duas diferentes épocas. O autor intercalar os capítulos, um narrando onde tudo começou e o outro mostrando os acontecimentos da vida de Malorie com dois filhos,  4 anos depois do início de tudo.

Nesse novo mundo que está ” de cabeça para baixo” após os estranhos acontecimentos, as pessoas que restaram vivem trancafiadas dentro de casa com as janelas cobertas. Quando as pessoas saem de dentro de casa elas saem vendadas ou com os olhos fechados de modo que não vejam o que é que seja que está lá fora, à espreita. No livro todos chamam estas coisas, que ninguém deve ver, de “Criaturas”. Agoras as pessoas dependem muito mais do sentido da audição que da visão.

O livro te prende do início ao fim tanto pela narrativa diferenciada quanto pelo mistério sobre o que são as tais “Criaturas”.

Através de uma entrevista que li sobre o autor, a ideia dele também surgiu pensando na questão do “infinito” que citei no início do post. Mas essa “Criatura” pode ser qualquer coisa, até mesmo um alienígena. Mas cabe a nós leitores imaginar, pois o autor não nos dá uma resposta exata do que são a “Criaturas”. Então se você não gosta de finais abertos pode não se dar muito bem com o final deste livro.

De início eu fiquei chateada porque fiquei curiosa, mas também entendi a proposta do autor, que preferiu que cada pessoa imaginasse por conta própria. Se ele definisse algo poderia acabar soando sem sentido ou não tão interessante. Quem sabe também no livro as pessoas não vejam diferentes coisas quando tiram as vendas ou abrem os olhos? Quem sabe as pessoas não vêem o que mais temem na vida? Então não teria como descrever, pois o que é bom ou ruim para mim é diferente para você . E as “Criaturas” também podem ser algo tão complexo que seja difícil explicar o que realmente é.

De qualquer forma, a leitura vale super a pena e eu amei o livro. Li em dois dias, sempre querendo saber o que ia acontecer nas páginas seguintes. Então se você é fã de suspense com certeza também vai amar.

Comenta aqui se você já leu ou não ou até mesmo se recomenda para mim e para outros leitores um tipo de leitura parecido !!!

Até a próxima 🙂

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