Encruzilhadas da vida e profissão: Eu amo o que eu faço?

Em 31.05.2017   Arquivado em Destaque, Pessoal, Reflexão

Eu ia escrever um post falando sobre paixão mas lembro que já escrevi isto algum tempo atrás quando questionei se o amor era cego. Lá eu acabei por diferenciar amor de paixão. Para ver o post completo clique aqui 🙂

Resolvi então abordar hoje sobre a paixão de forma diferente do que a de um sentimento amoroso entre duas pessoas. Mas a paixão para com a sua profissão. Você tem paixão pelo que faz?

A maioria das pessoas vive e trabalha sem seguir a verdadeira paixão. Mas isso também se dá pelo sistema que vivemos. Precisamos de dinheiro para sobreviver, então nem sempre seguir sua paixão vai te dar um retorno financeiro bom e rápido. Isso é algo muito triste de se pensar.

Estou numa fase de refletir sobre isso e me aperta o coração. Parece que o mundo de adulto independente, que precisa de dinheiro para fazer a vida, está batendo na minha porta. Termino a faculdade este ano e as perguntas sobre o que realmente é a paixão da minha vida batem à porta.

Eu sempre me imaginei fazendo algo que eu gosto, que me traga paixão. Mas agora eu nem sei mais o que eu gosto. Para vocês entenderem melhor… Eu faço faculdade de música, mais especificamente, Bacharelado em Piano. Que já é algo diferente do que a maioria das pessoas costuma fazer. Geralmente quem faz música faz pelo prazer, não pelo dinheiro. Por que né?   Cadê a valorização ? rs

Então eu sempre pensei desse jeito. Quero fazer algo que eu gosto. O retorno financeiro virá por conta própria, pois quando amamos ou temos paixão por algo, fazemos aquilo bem. Logo, fazendo algo bem as pessoas te procuram e você vai ter uma vida tranquila em relação ao dinheiro.

Mas acontece que eu sinto que estou diferente de como quando entrei na faculdade. Aquela paixão, aquele fogo de prazer não está mais aqui. Não sei se é porque eu imaginei que na música seria uma coisa e foi outra.Ou se é por não saber que área da música seguir quando eu terminar a graduação… Ou se é porque eu queria ter oportunidade em outras áreas da música das quais não me especializei e penso que agora não dá mais tempo. Ou ainda porque eu queria tocar mais, ou porque meu estilo é outro… Ou quem sabe até porque eu realmente deixei de ver a música como uma meta de trabalho mesmo. Eu me pergunto: Será que no fim é só um hobbie?

E até já me questionei: Será que estou com medo de seguir essa área e não me realizar profissionalmente e financeiramente e isso me deixa assustada e me faz pensar que não é mais o que eu quero?

Passos para se auto-conhecer?

Leda Carter via Flickr
Tem coisas na música que eu acho que gostaria de fazer mas não sinto que eu seja boa nisso. A faculdade me fez pensar isso. Eu sei que ainda amo música. Mas será que de forma profissional?

SERÁ que eu realmente não quero ou o sistema me fez não querer? Será que ainda existe aquela paixão dentro de mim? Será que eu consigo? Será que vale a pena tentar? Será que eu não me daria melhor em outra área? E se eu não for boa no que eu quiser seguir?

Eu não sei mais o que eu gosto de fazer e isso me assusta. Eu não sei mais qual é minha paixão. Isso não é desesperador?

Vi alguns sites falarem sobre passos de auto-conhecimento.

Seguia mais ou menos assim : Se avalie, se conheça.
Bom, isso eu já fiz.

O seguinte passo poderia ser algo como: Questione-se do porquê da sua insatisfação.

Já me questionei sobre a causa da minha insatisfação. Mas talvez  algumas coisas eu não tenha conseguido enxergar completamente. Mas sei que uma das minhas insatisfações é a minha insegurança que não me faz seguir em frente. Nesse caso, o que eu faço? Ninguém tem uma fórmula secreta para nos ajudar a auto desvendar esses mistérios do nosso ser.

E aí que então eles mandam o terceiro passo: Procure um profissional para ajuda.

Então talvez os profissionais tenham uma “fórmula secreta” rs Pelo menos eles têm uma fórmula para guiar o paciente e ajudá-lo a descobrir.
Bem que podiam compartilhar isso com o mundo né? hahaha Não quer dizer que depois eu não possa ir num profissional. Mas nem sempre isso é possível, sabe? Tempo, condições financeiras, locomoção…

Paixão ou amor?

Lá em cima eu comentei sobre um post que fiz diferenciando amor de paixão (Post: O amor é cego?). Nele eu falo que a paixão é quando vemos tudo lindo e maravilhoso no outro e apenas depois de um tempo que começamos a enxergar os defeitos.

Será que foi isso que aconteceu comigo na música? Eu via tudo lindo e maravilho e agora que a paixão passou eu só enxergo os defeitos ?

Mas lá eu também digo que a paixão pode sim virar amor. Nessa etapa você enxerga e aceita os defeitos do outro.

Será que eu mesma me dei a resposta quando escrevi o post em 2014? Nesse caso não são bem “defeitos”. São dúvidas e questionamentos. Mas podemos analisar da mesma forma.

Talvez eu esteja naquela encruzilhada que devo decidir por um caminho ou outro. Ou eu vou transformar a paixão em amor ou vou largar a paixão e mudar de caminho.

Mas como compreender a fundo se é paixão ou amor? Para onde devo seguir? Vou passar o resto do ano refletindo isso da maneira mais calma que eu conseguir. Mas com certeza vocês vão descobrir por aqui o que eu decidir ! Até lá vou vivendo a vida. Um passo e um dia de cada vez.

Crenças limitantes: O que são? Como superá-las e reprogramá-las?

Em 06.04.2017   Arquivado em Auto ajuda, Destaque, Dicas, Espiritual, Reflexão

Eu estava pesquisando sobre crenças limitantes e eu resolvi compartilhar aqui com vocês. Eu quero aplicar estes conhecimentos na minha vida e tirar estas crenças que me limitam.

A primeira vez que eu ouvir falar de crenças limitantes foi num vídeo da Flávia Melissa (acesse o canal dela aqui). Mas faz alguns anos então eu não consigo me lembrar que vídeo foi. Mas eu achei bem legal.

Esses dias eu estava pensando sobre isso e resolvi dar uma pesquisada novamente, porque eu não me lembrava bem como funcionava a questão das Crenças limitantes e não sabia como podia deixar de tê-las ou como eu poderia revertê-las. Eis que surgiu a ideia deste post.

O que são Crenças limitantes?

São crenças que obtivemos em algum momento da nossa vida e que determinam nossos atos. Atos estes que podem nos impedir de realizar determinadas ações que nos trariam algum tipo de benefício, impedindo uma melhora na nossa qualidade de vida.

As crenças limitantes podem se formar em qualquer período da vida, mas elas são mais comuns de serem formadas na infância, quando ainda estamos aprendendo sobre o mundo e descobrindo quais são as nossas verdades. Nós somos moldados pela sociedade a nossa volta. Nossos amigos, colegas, pais e mães, professores e a própria mídia nos influenciam e vão moldando nossa forma de pensar.

Algumas dessas formas de pensar ou pensamentos e ideias que nos foram “jogadas” permanecem conosco até hoje, mesmo que você não se dê conta. O problema é que algumas desses crenças acabam por trazer malefícios, impedindo nossa vida de fluir. Estas são as crenças limitantes.

Estas crenças também podem surgir a partir da sua própria experiência, não apenas da influência dos outros. Você passa a acreditar que algo não é possível porque você não conseguiu atingir tal meta alguma vez, ou mais de uma vez. Então você cria a crença de que você não é bom naquilo. E você se auto-sabota sem perceber.

Descubra suas crenças limitantes

Okay. Já sabemos o que são as crenças limitantes. Agora temos que descobrir QUAIS são as NOSSAS crenças limitantes. Vamos lá?

Faça esse exercício comigo, pois eu também quero descobrir ! Estamos juntos nessa.

Como podemos descobrir? O que pode nos ajudar neste processo?

Precisamos pensar a respeito. Não tem outro jeito. Precisamos refletir e meditar. E meditar nada mais é do que olhar para si mesmo. A partir de várias leituras e dicas sobre o assunto eu montei um “passo a passo” que me ajudou a iniciar este processo de reflexão e que vi que pode dar certo.

  1. Pense nos seus objetivos. O que você quer para você? Para a sua vida familiar, financeira, amorosa, para o seu trabalho? Qual o seu maior objetivo? O que você mais quer nada vida?
  2. Quais são os tipos de pensamento que surgem quando você faz estas perguntas para você mesmo? É nesse momento que podem surgir pensamentos do tipo: “mas eu não tenho como fazer isso porque … bla bla bla”. E você inventa alguma desculpa porque não pode aquele determinado objetivo.
  3. Observe estes pensamentos, principalmente a desculpa que você deu para não alcançar aquele objetivo e anote numa folha de papel.
  4. A desculpa que você deu provavelmente é uma crença limitante.

Eu fiz só um pouquinho desse exercício e já detectei uma crença limitante. Vou sentar e continuar fazendo! Faça você também junto comigo!

Reprogramando suas crenças limitantes

 

Agora que você já sabe quais são suas crenças você tem o poder de mudá-las.

  1. Não deixe a negatividade prevalecer. 

Toda vez que você se perceber pensando de acordo com a sua crença limitante, dando desculpas do tipo “não posso” ou “não consigo” pare e reverta o pensamento para o lado positivo. Pense “eu posso”, “eu consigo”.

Eu sou pianista e quando eu começo a ler uma nova música eu preciso repeti-la trocentas vezes até que ela fique boa. Preciso fazer diversos movimentos com a mão e os dedos até que o movimento se torne automático. Quando eu tenho que alterar alguma coisinha, vamos dizer, tocar uma nota com outro dedo (que parece ser um detalhe bobo mas não é), eu vou ter que repetir mais trocentas vezes para conseguir alterar a maneira que eu tocava antes. Porque meu cérebro já assimilou tocar com o outro dedo do outro jeito. Se eu mudo o dedo ele precisa receber a nova informação várias vezes para se adaptar e depois então ficar no automático novamente.

E é exatamente isso que vai acontecer quando você for reprogramar suas crenças limitantes. Quando você pensar em algo novo e positivo você vai ter que repetir isto muitas vezes. Você precisa reprogramar seu cérebro e nada melhor do que a repetição para isso. Tenha paciência. Você tem que reprogramar anos que seu cérebro ficou pensando de outra forma. Você deve substituir a crença limitante por um crença enriquecedora.

       2. Antes de dormir ou qualquer outro momento que você esteja se sentindo bem e relaxado, feche os olhos e mentalize seu novo modo de pensar.

Se imagine num novo ambiente e torne real na sua mente que você já pensa diferente. Tenha certeza que que mais tarde, com paciência, você deixará apenas de imaginar e isso se tornará real para você também.

Eu refleti sobre estes passos mas ainda não tive tempo de colocá-los 100% em prática, até porque quero descobrir mais crenças limitantes para mudá-las. Irei por estes exercícios em prática pois são tipos de exercícios que eu já venho tentando praticar há algum tempo mas sem ter noção da questão das crenças limitantes. Eu simplesmente tentava aplicar pensamentos positivos, mas eu não conseguia seguir fortemente e logo abandonava os exercícios. Mas agora quero fazer bem consciente e aplicá-los de maneira correta e regular! Me acompanha nestes exercícios?

Descubra as origens das suas crenças limitantes

Este passo eu encaixaria logo após o passo de descobrir quais são minhas crenças limitantes. Mas isso não impede de você continuar se questionando enquanto está no processo de reprogramar suas crenças. Não é algo fixo. Você deve se sentir confortável no processo inteiro.

E por exemplo. A meu ver, pode ser que eu mude a minha crença mas ainda assim não consiga descobrir qual foi a origem dela… Afinal a maioria delas foram obtidas na infância e a memória nem sempre ajuda. Talvez eu tenha que recorrer a amigos ou familiares para me ajudarem a lembrar do passado e me ajudarem a refletir o que pode ter influenciado nessas minhas crenças. Mas também pode ser que eu nunca descubra.

Mas nesse processo vi que devemos nos questionar sobre quem nos disse que não podíamos fazer determinada coisa. Vem algo na sua mente? Infelizmente na minha não… Gostaria de saber onde começou.

Mas também podemos mudar sem saber da origem dela. Podemos pensar “alguém me falou isso, mas não é verdade. Não preciso mais pensar assim”. Ou “Isso aconteceu há muito tempo. Naquela época eu não consegui fazer aquilo e achei que nunca mais poderia fazer”. Mas porque eu nunca mais poderia fazer? Converse consigo mesma e tente entender para onde a sua mente está te levando. Questione-se e tente alterar os pensamentos para a forma mais positiva possível.

Persista nestes exercícios. Mais para frente farei outro post sobre o assunto falando da minha experiência com estes passos citados aqui. Você me acompanha nessa? 

Vamos falar de… Perfeccionismo

Em 06.03.2017   Arquivado em Auto ajuda, Destaque, Pessoal, Reflexão

Será que você é perfeccionista?

  • Você sente como se você não fosse bom em nada?
  • Você deixa de fazer algum projeto, apresentação ou outra coisa porque você AINDA não se sente bom suficiente para fazer aquilo?
  • Você diz que tal tarefa ainda não está pronta para ser executada porque ela ainda não está boa o suficiente, mas na sua cabeça você acredita que se dominá-la um pouco mais aí sim um dia você vai conseguir finalmente executar a tal tarefa?
  • Esse um dia que você diz que vai se sentir seguro parece não chegar nunca?
  • Você se sente frustrado com os seus objetivos que não parecem estar se realizando ou estão demorando de mais para evoluírem?
  • Você se preocupa constantemente com o que os outros vão pensar de você?
  • Você tem medo de falhar?
  • Você não se importa de ver outras pessoas cometendo erros ou falhando, mas quando se trata de um erro cometido por você, não há perdão?

Você se identificou com  os itens acima? Bom, então você deve ser perfeccionista. Eu sou perfeccionista e é exatamente do jeito que descrevi nos tópicos acima que eu me sinto.

No perfeccionismo nós queremos realizar bem as tarefas que fazemos e ao mesmo tempo temos medo das consequências que uma tarefa que não foi bem executada irá trazer para nós.

Então enquanto estamos no processo de fazer a tarefa já estamos pensando nas consequências caso não a executarmos “apropriadamente”.

Você consegue enxergar o problema disso?

Pense comigo:

Enquanto você quer dar o melhor de sim numa tarefa, você está preocupado com uma coisa no futuro que é incerta. Ou seja, você não está dando total dedicação à aquilo que está executando, porque seu pensamento está no futuro.

Você não está concentrado 100% no momento, no agora.

Então o próprio medo de executar mal uma tarefa, faz você não dar o seu melhor naquele momento pois você não deu o seu 100% na hora que precisava.

DAR o seu 100% porém, não é PERFEIÇÃO. Não é fazer as coisas PERFEITAS. Mas sim fazer as coisas da melhor forma que você puder.

Mas Gabriela, eu achei que o perfeccionismo era algo bom. Algo positivo.

Bem, depende muito do seu perfeccionismo. Ou do que você entende por perfeccionismo. A meu ver:

  • O perfeccionismo é ruim quando não te deixa suceder nos seus objetivos.
  • O perfeccionismo é ruim quando te deixa deprimido e frustrado.
  • O perfeccionismo é ruim quando te torna uma pessoa indecisa porque você tem medo de tomar decisões já que ao escolher um lado você pode ter feito a escolha errada.
  • O perfeccionismo é ruim quando você deixa de se expor ou tomar riscos porque tem medo de falhar e você ser visto de forma negativa.

Tá bom, Gabriela. Entendi. Mas e então o que eu faço?

Eu não tenho ainda uma resposta boa para isso porque eu também estou no processo de vencer esse perfeccionismo que me deprime e me deixa ansiosa. Escrever aqui no blog é uma forma de ajudar a mim e a outras pessoas que estão na mesma situação que eu ou que de certa forma se identificam com algumas coisas que são colocadas aqui.

E o meu plano é exatamente compartilhar com vocês e ouvir de vocês para que de forma mútua consigamos ajudar um ao outro.

Então proponho um primeiro exercício para a gente.

  • Se concentre no aqui e agora nas tarefas que você estiver realizando.

Vai ser difícil? Vai. Eu mesma já fiz esse exercícios várias vezes mas não cheguei na meta final que é  chegar num ponto que passe a ser natural.  Eu já consigo às vezes, quando me lembro de não ficar me atormentando durante alguma atividade com pensamentos do tipo: E se eu não conseguir? Será que eu termino até o final do ano? E se não ficar bom?

Mas é difícil. Mas não é impossível. Se você for escrever um texto, treinar algum instrumento, dança ou qualquer outra coisa que enalteça seu lado perfeccionista, tente observar se você está preocupado se aquilo vai ficar perfeito ou não.

Se observar esses pensamentos aparecerem, tente tirá-los da cabeça pelo simples ato de se concentrar ainda mais no que você está fazendo. Repita isso quantas vezes forem necessárias. Porque sim, seu cérebro vai voltar a bater na mesma tecla.

Isso ajuda também na ansiedade. Que na minha opinião está atrelada com o perfeccionismo. Mas isso é assunto para outro post.

E aí? Você vai me acompanhar nessa jornada? Vamos controlar nosso perfeccionismo e melhorar nossa qualidade de vida juntos? 🙂

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