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Vamos falar de… Depressão

Em 08.09.2015   Arquivado em Destaque, Pessoal, Reflexão, Vamos falar de...

      Quando eu escrevi essa postagem eu estava superando um momento de depressão. Eu demorei para ter coragem de postar aqui no blog. E depois mesmo estando bem, foram tempos mais puxados para mim, com finalizações de curso, escrevendo tcc, fazendo portfólio de animação, estudando um concerto para piano e orquestra. Faz bastante tempo na verdade que fiquei bem. Mas eu não estava muito entusiasmada de escrever porque já estava escrevendo muito o tcc (12/12/2015).

      Todos nós paramos alguma vez na vida para refletir, pensar sobre o futuro e às vezes lembrar do passado.  Mas para algumas pessoas esses momentos de reflexão  se tornam constantes e  presentes em cada minuto e segundo.  Isso causa um problema chamado ansiedade. Quando a ansiedade aparece em excesso e não apenas como reação normal do organismo, é  sinal de que é preciso tomar algumas atitudes e buscar ajuda.

     Todos nós sofremos de ansiedade alguma vez, seja na hora de uma entrevista de emprego, o primeiro dia no trabalho,  o primeiro encontro,  uma apresentação em público… Mas a ansiedade que passa a ser considerada perigosa está presente a toda hora vida da pessoa ansiosa.

     Tudo que parece relativamente simples para as “pessoas normais” parecem situações de outro mundo para os ansiosos.  Ao invés de gastar a energia resolvendo o problema a pessoa gasta a energia sofrendo de ansiedade, nervosismo,  e se desespera até que seus problemas ou tarefas estejam resolvidos.

     O problema é que a ansiedade pode piorar ainda mais e virar uma outra doença que todos nós já ouvimos falar um dia : A depressão.

     A depressão por muito tempo foi uma doença que não era considerada sequer doença.  Muita gente hoje em dia ainda trata a depressão como “frescura” ou apenas “tristeza”. Eu passei pela ansiedade e depressão. E trato esses dois problemas com psiquiatra e já tratei com psicóloga.

     A depressão não é apenas uma tristeza, é a incapacidade de encontrar a vontade ou a felicidade de viver. Quando digo aqui ” a vontade de viver” me refiro não a querer encarar a morte, apesar de que muitos pensamentos suicidas podem passar na cabeça dos depressivos, mas a situação pela qual passei foi diferente.

     Me refiro a falta de vontade de fazer qualquer coisa que antes me dava alegria ou prazer. O único lugar que eu encontrava conforto era na minha cama, em baixo do meu cobertor  e as vezes as lágrimas me ajudavam a tirar o peso de dentro de mim. Mas minha vontade de ler,  escrever,  tocar piano, sair ou conversar  com amigos e família estava em zero. Não tinha mais vontade e razão para fazer essas coisas. E se em algum momento eu sentia uma chama dentro de mim me dizendo para ter forças e tentar pelo menos escrever, eu não tinha energia física para fazê-las.

     E dia pós dia, me sentindo como um zumbi, e desta vez mal conseguindo disfarçar minha tristeza para os outros, coisa que no início da ansiedade e depressão era  possível fazer.  Não tinha mais vontade de me arrumar,porque aquela imagem no espelho nem parecia mais comigo. Sentia vontade de apenas chegar em casa mal tinha acordado.

     Mas agora eu estou melhor. Feliz, sou outra pessoa. Sim, estou tomando remédio. Apesar do remédio não tratar a causa, ele cura os sintomas. Ele possibilita que as pessoas tenham forças de levantar e realizar suas atividades cotidianas que antes lhe davam prazer. É possível voltar a ver o mundo como antes. Agora eu consigo sair, me divertir, sorrir para o dia, escrever, ler, tocar. E em paralelo vou tratando a causa. O auto conhecimento pode ser trabalhando através da psicologia, da meditação, através de exercícios físicos e outras atividades. Muitas pessoas estão num estágio da depressão que não precisam do remédio, outras precisam.

     A depressão não é uma coisa de outro mundo, é apenas necessário que mais pessoas se informem a respeito dela e que não tratem as pessoas que sofrem disto como se fosse apenas frescura. Que não critiquem o uso do remédio quando necessário, que não critiquem os psicólogos, mas que estendam a mão para ajudar ou apenas abram um livro ou uma página da internet para se informar.

     Esperando que vocês leitores entendam, estou de volta com o blog, firme e forte, com vontade de escrever.

     E você ? Já teve ou tem depressão e/ou ansiedade ? Como fez para passar por isso ? Compartilhe sua história nos comentários, vou adorar ler!

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